quarta-feira, 9 de novembro de 2011

De sentimento em mim, só você.

To meio assim, num estado estranho, me sentindo num universo paralelo no qual só eu não sinto como devia. Vejo gente se matando, fazendo tudo o que eu quero, sem receber nada em troca, sem nem um pingo da minha preocupação. Fico lá me sentindo diferente de todo mundo, porque parece que todo mundo tá "sentindo" tanto, e eu nada. Você disse que acha que a gente leva tanta porrada da vida que fica calejado, e daí não sente mais. Eu não sei se isso é bom, a maioria das pessoas passa a vida pedindo pra não se apaixonar mais, pra não se entregar mais...E eu aqui não sentindo nada, mas ansiando sentir. Eu saio, me divirto, bebo todas...Tudo isso pra que? Pra nada. Tá tudo tão carnal, eu to sentindo que to usando todo mundo que não quer ser usado. To sentindo que não sobrou nada de sentimento em mim. De sentimento em mim, só você.







Lembrando que os textos postados no blog são de autoria minha. Então por favor, se for usar qualquer texto meu coloque meu nome lá no final. Os outros podem até pensar que é seu, mas no fundo você sabe que não é. E se você entendeu a ideia desse blog você sabe que a única pessoa que importa em achar alguma coisa de você, é você mesmo.

Grata, Isadora Estrella.

E amanhã não seremos o que fomos, nem o que somos.

"Querida Isa,

posso falar que muita coisa mudou. Começando pelo nosso perfume...agora usamos 212 sexy e 212 VIP, grande mudança certo? O namorado perfeito não era tão perfeito assim e jogamos pro alto 4 anos de namoro pra viver nossa vida. Começamos a beber, começamos a beber muito, mas deixa baixo porque nossa mãe nem mesmo desconfia. No nosso décimo oitavo aniversário vivemos uma espécie de conto de fada, na nossa cidade predileta do mundo inteiro, NY. Mas no dia seguinte o príncipe tinha perdido a graça, e a gente acordou de ressaca. Paramos de sonhar e começamos a realizar, e strogonoff definitivamente continua a ser nossa comida preferida. E meu bem, entenda uma coisa: nunca vamos enjoar de chocolate. Mudamos, e continuamos a odiar mudanças, estamos morando sozinhas, e curtindo muito ter tudo do nosso jeito. Logo, não, não paramos de querer tudo do nosso jeito sempre, somente aprendemos a nos conformar quando as coisas não saem como esperado.
Vimos o ensino médio passar voando, e preciso confessar que foram os melhores anos da nossa vida. Estamos cursando Direito, e lógico que estamos curtindo debater loucamente pra defender nossa opinião, mas ainda pensamos em um segundo curso. Estamos mais seguras do que nunca imaginamos que podíamos estar. E com isso, o ciúme tá quase zero, eu disse QUASE. Aprendemos a perdoar, amar, e compreender nossa família, e acho que isso faz parte do que chamam de amadurecer. Quanto as tatuagens, somente duas. As amizades mudaram, mas os amigos verdadeiros ficaram. O medo de altura é uma coisa que estamos tentando trabalhar, marcamos um voo de parapente pro começo de Janeiro. Definitivamente escrevemos muuuuuuuitas cartas de amor, todas guardadas com muito carinho numa caixa em cima do armário, porque foi muito especial pra ser esquecido. Já o amor, bem, o amor não se explica."


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

meu namorado de mentira

"Atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu - sem o menor pudor, invente um." CFA

Gosto de inventá-lo não para os outros, mas para satisfazer minha carência. Ou até mesmo pra matar a saudade de alguém que já não está aqui. Não se enganem, não sou louca, sei que um namorado de mentira não existe. Quando digo carência, quero dizer que preciso suprir essa minha necessidade de sentir que existe alguém que me entende totalmente. Deu pra entender?
E assim vou o inventando dentro da minha cabeça, e por fim consigo me sentir mais amada. Até simulo brigas, uma vez ou outra, pro relacionamento não cair na rotina. Não é loucura, minha gente, é fé. Fé que um dia eu encontre alguém assim, mas até lá, continua na minha cabeça. Até porque não ando lá muito fã de relacionamentos, andei observando, e todos eles parecem tão superficiais... Meu relacionamento com ELE é simplesmente fantástico.
Não, ele não é modelo ou algum tipo de deus grego. Ele faz meu tipo de todas as maneiras possíveis. Cabelo escuro, olhos castanhos, moreno, forte, mas não tão forte, alto(maior do que eu), mas não tão alto. Ele é assim, bobo, sabe? Ri de tudo, mas eu nunca sei quando ele tá falando sério ou não. O olhar dele é tão intenso que as vezes pego ele me encarando e não consigo desviar o olhar(aposto que fico com cara de boba nessas horas), parece que tem alguma coisa lá que me atrai, e daí eu me perco. Tenho um ciúme por ele que não é normal, não é ciúme que me deixa putadavida, mas sim que me deixa triste só de pensar em perdê-lo. É aquela história de "o meu corpo treme todo só de pensar em te perder", sabe? Não sou dependente dele, pelo contrário, ele me deixa ser livre, mas na minha opinião, minha liberdade está presa a dele. Não vivemos a vida do outro para o outro, vivemos nossas vidas separadas, porém juntos. Ele não faz o tipo ciumento, quando eu digo que vou sair com uns amigos ele vai junto, porque, afinal, ele é meu amigo, meu melhor amigo. Não existem intrigas entre nós, essa época já passou, falamos tudo na cara, e se o outro chorar a gente vai estar lá pra se consolar. Ele faz cafuné, faz cócegas, e aguenta minha tpm. Não concordamos em tudo, alias discordamos quase sempre. Ele é aquariano, bicho grilo total, e as vezes até eu, sagitariana, fico chocada com tanta esquisitisse. Ele não é são paulino, infelizmente ele é doente pelo time dele, e tudo bem, eu entendo. Assim como ele entende eu ser carioca, filha de flamenguista com botafoguense, e torcer para o São Paulo. A gente briga, escolhi o namorado mais teimoso do mundo todo!! ARRRG! Sempre me pego pensando "maldito ele!", mas aí me dou conta que não consigo odiá-lo nem um pouquinho, nem mesmo por um instante.

Quem nunca teve um namorado de mentira?

"São os momentos ao seu lado que me fazem esquecer o quanto o mundo lá fora pode ser injusto."

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sente mais do que demonstra

"Eu tava triste, tristinho, mais sem graça que a top model magrela na passarela. Eu tava só, sozinho, mais solitário que um paulistano, que o canastrão na hora que cai o pano..."

Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo? Pois é, gente, não recebi o tal do telegrama pra me deixar feliz. Preciso escrever, sabe? E o incrível é que quando mais você precisa desabafar, mais sua criatividade fica negativada. Pensei, pensei, me torturei, tentei organizar esse turbilhão de sentimentos que tenho sentido(ou não sentido), e aqui estou.
To com uma sensação de vazio, mas não sei se isso sou eu tentando me enganar ou se realmente deixei ir meu grande amor. Dizem que a coisa mais triste da vida é lutar pra esquecer um grande amor, acho que mais triste que lutar para isso é quando se atinge o objetivo. Quando você finalmente o supera o clima que fica no ar é "E agora? O que eu faço sem ele?". Afinal, será que foi superado? Ou só está tão longe, e tão distante de ser como você queria que fosse, que você simplesmente se deu por vencida?
Quando se deixa ir um grande amor fica um buraco negro no peito que suga todas as emoções, sentimentos, e cores do seu mundo. Há vezes que a única coisa que eu desejo é que o dia acabe bem, e que por um momento eu esqueça esse vazio. E também há quando me pego perdida no meio de uma multidão, não entendendo como meu sofrimento não pode ser visto por eles, sendo ele tão bem sentido por mim. As pessoas compram meus sorrisos falsos. Nessas horas, só quero gritar. Gritar de raiva, gritar pedindo colo, gritar ao mundo que o amor que senti morreu, e que isso não me fez sentir menos pior. Entenda que, é como se o seu amor fosse um filho querido, e quando uma mãe perde um filho já não vê mais sentido nessa vida.
Um dia falei a uma de minhas melhores amigas que a vida é isso: Você se apaixona, se entrega, quebra a cara, junta os cacos, e jura que nunca mais vai se entregar de novo. E aí surge uma pessoa diferente de tudo o que você já viu, a qual você fala o nome com um sorriso de canto de boca sem nem perceber. Você se apaixona, se entrega, quebra a cara, e junta os cacos. É como um ciclo vicioso, e ainda não estou certa se é saudável ou não.
Passo horas ensaiando o que dizer ao bastardo que fez isso a mim, mas quando chega a hora não consigo dizer nada, não sei se ele que me fez isso, ou eu que fiz a mim mesma. A paixão começa subitamente, e o amor não termina. Quem dera eu estar apaixonada então, pelo menos saberia que existe uma cura pra minha loucura. Tentei justificar esse amor, e a única conclusão que cheguei é que amo porque amo, e o amo porque não sei amar outra pessoa senão ele.
Não esqueci meu grande amor, resolvi guardá-lo na gaveta pra ver o que acontece. Não sei se estou certa, pois esse coração aqui já está cansado de tanto sofrer. Deveria descartá-lo? Não posso, não se "desama" assim. Vou ver se me distraio e esqueço que o deixei lá.
Eu sei que o "meu amor" já não se importa com o que meu coração sente, ele não me falou isso, mas eu sei. Pior do que suas palavras não ditas, foram seus atos. Meu amor tem essa mania de guardar meu coração numa caixa e tirar ele pra brincar na hora que bem entende. Mas mesmo assim, trocaria meu reino pela minha felicidade de volta. Me chame de idiota se quiser, eu vou entender. Mas é que sou assim, quando amo, amo com tudo o que há em mim.
Não pense que nunca fui feliz, como todo sofrimento esse aqui começou com uma aparente felicidade. Uma vez meu amor disse a mim que ainda não me fazia feliz todos os dias mas que me amava, mal ele sabia que me fazia a mulher mais feliz do mundo pelo simples fato de me amar de volta.


"Chega de me doar, chega de me doer."

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Meu passado não me condena.

Estava jogando uns papéis fora e arrumando umas coisas da mudança, quando achei uma coisa que me deixou bastante comovida: um manuscrito de uma carta que produzi em 2007, acredito que eu não tinha muito o que fazer naquela época, mas aquela letra meio torta e tremida me fez perceber que não tenho que me envergonhar de quem eu era. Por isso, vou postar aqui, assim vou lembrar sempre de onde "eu vim".


"Bom dia, “futuro”, essa é uma espécie de carta pra gente poder lembrar de como éramos/somos. Isso pode parecer meio tosco, porém acho necessário, já que eu não consigo me recordar nem mesmo o que comi ontem no almoço...Nós ainda usamos Ange ou Démon? Ou nos rendemos aos encantos de outros perfumes? Ainda sonhamos em casar com o suposto namorado perfeito? Paramos de sonhar todas as vezes que vamos ao Casa Park? Soubemos fazer as escolhas certas? Cumprimos as promessas de ano novo? Começamos a ir a missa todo domingo? Strogonoff continua a ser nossa comida preferida? Não enjoamos de chocolate (acho isso impossível, se eu bem te conheço)? Moramos ainda no mesmo lugar? Se mudamos, você continua a odiar mudanças? Paramos de querer tudo do nosso jeito sempre? Controlamos o ciúmes? Estamos solteiras ou namorando? Passamos a gostar de rosa? Aprendemos a ser mais seguras? Resolvemos escolher uma profissão (ganhadora da mega não vale)? Como estamos nos sentindo? Magoadas? Ressentidas? Estamos dando o melhor de nós, assim como nossa mãe nos ensinou? Perdoamos o nosso pai? Aprendemos a gostar do nosso irmão? Passamos no vestibular? Mas antes disso, decidimos nosso curso? Tomamos um porre no nosso aniversário de 18 anos? Saímos de casa no dia seguinte para fazer várias tattoos e 500 mil piercings? Continuamos com as mesmas amizades? Conseguimos tirar aquela impressão fria que todos tem de nós? Ainda ouvimos as mesmas músicas? Paramos de tentar provocar nossa mãe? Ainda temos a mesma idéia do que é amor? Ainda temos medo de altura? E ainda temos alguém que nos proporcione frio na barriga? Escrevemos quantas cartas de amor? Repetimos de ano alguma vez? Superamos nossas inseguranças? Fizemos por merecer? Enfim, aguardo respostas.

Com amor,

Isadora Ramos Estrella (24/11/2007)"