sábado, 26 de junho de 2010

intensidade.

Intensidade é uma coisa do capeta, né? Eu andei pensando e decidi que as vezes sou muito intensa para as pessoas que não precisam de tudo isso. Eu não me contento com tão pouco. Não me contento em saber pouco, em ler pouco, em ver pouco, em ouvir pouco, em falar pouco, em conhecer pouco... Parece que eu tenho essa sede que me consome, essa voz falando pra sempre me doar mais, para qualquer coisa. As vezes isso pode ser um saco, sabe? Uma verdade é que a maioria das pessoas que dizem conhecer a gente, na verdade não conhecem. Conhecer pra mim é bem mais do que falar todos os dias, conhecer é saber a comida favorita, a cor, o jeito de dormir, as expressões, os olhares, as manias, os trejeitos... Posso dizer que três pessoas me conhecem, tirando minha família, é lógico.
Vocês não tem vontade de saber sobre uma pessoa assim, de quase poder ler os pensamentos dela?! Ai, eu tenho. E simplesmente não aguento quando vejo esse descaso pairando sobre a minha vida. Conversar todos os dias não faz de você especial, conversar todos os dias é rotina! E rotina, eu não quero pra mim.
Eu quero mais. E começo a achar que eu sempre vou querer mais. Quero mais verdade, quero mais amor, mais saúde, mais lealdade. E não, nunca vou querer menos. Não me coloco num pedestal, não sou melhor que ninguém. Mas eu sei o que eu não quero pra mim. Não quero acomodação, e não preciso de grosserias. Descobri, quero ser ilimitada.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

como são admiráveis as pessoas que não conhecemos bem...

dissimulada - adj. (lat.dissimulatus) que tem o hábito de dissimular;enganador, hipócrita.

Pergunto-me qual é o orgulho de se auto intitular cigana dos olhos de ressaca/dissimulada/oblíqua quando todos nós sabemos qual foi o fim da Capitu, né? Uma pessoa dissimulada é a falsa inocente, aquela que se faz de boba para se dar bem com os outros. Os dissimulados não tem, porque escondem, opinião própia. São pouco corajosos, para não dizer covardes, e adoram se dar bem em qualquer situação. Cuidado, isso é doença! Sim, eu estou falando de você, de você mesma. Você sabe que é você. Fica mais fácil de falar sobre isso depois de saber de TODA a história(bem mais do que sua melhor amiga sabe), e não só da parte que você, com carinho e jeitinho, ajeitou para todos ficarem sabendo.
Quão baixo você esta disposta a ir só pra manter a sua "imagem"? Imagem, na qual, já prejudicou, não só você, mas muita gente. Até quando você vai manter suas mentiras? Até quando der, provavelmente. Desapontamento. Desapontamento ao saber que aquela que eu achei tão madura para certas coisas, está agindo como uma menina, debilmente acreditando ser a coisa certa a se fazer. Não, não é certo, e não, não é só porque eu estou dizendo que não é certo. Mas pense comigo, por que seria certo contar verdades dissimuladas a melhor amiga? E tudo sai assim, tão indiferente, tão natural como se fosse simples de fazer. É como se quisesse soar como Clarice Lispector mas não conseguisse...Fica aí a analogia para você entender, confio na sua inteligência.
Mas enfim, lembrando, em Dom Casmurro a traição da Capitu fica por conta da interpretação do leitor, mas nós não estamos em Dom Casmurro. Não estamos em um romance, e aqui o caso não é de interpretação do autor e narrador. E não, não se faça de coitadinha, esse não é o seu tipo. É deprimente ver alguem tão forte se fazer de coitadinha, é, definitivamente, digno de pena te ver fazendo um papel tão ridicularizado. Não combina com você.
Não posso dizer que eu sempre fui correta nessa vida, mas posso dizer que eu pelo menos tentei. E depois de tanto tempo tentando, descobri que ser correta não é só fazer o bom pra mim, é ser verdadeira mesmo sabendo das consequências. E quem liga para as consequências?! Só você. A gente tá no mundo pra se mostrar. Eu to aqui nesse mundo pra sangrar todos os dias, pra aguentar as consequências com verdades. Essa que é a graça, minha amada, a graça é destruir e construir sua vida TODOS os dias. E é assim que a gente segue vivendo. Mas com certeza, você é BOA demais para isso tudo, né?

" Não há hipócrita que saiba resistir ao exame de uma longa, de uma paciente observação, e o trabalho dissimulado de um ano, perde-se na distração de um minuto."


domingo, 20 de junho de 2010

"dor não cura com penincilina"

"Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu fizeram-no de carne, e sangra todo dia"


Dor é um negócio "danado" que insiste em incomodar, né? Que poder é esse que as pessoas, coisas, e sentimentos, têm pra fazer doer tão forte e intesamente? E por que tanta dor? As vezes tanta dor que você sente ali, entalada na sua garganta. Sai em forma de lágrimas, berros, desabafos. "Sai", né?! Porque na verdade não sai, continua ali, o que melhora é o alívio de contar pra alguém. Quando você conta pra alguém a sensação é de que agora a dor não é só sua, agora você está dividindo ela, ou seja, você só tá com metade da bendita. Sensações enganam. Não é verdade. Só fica com a sua dor quem te entende, quem tem aquela ligação de alma, sabe?
Eu sou assim, sinto a dor dos outros constantemente. Sinto a dormência do choque, sinto a loucura, sinto a agonia de estar doendo. Não sei qual é o meu problema, não sei se preferiria não sentir. Só sei que dói, dói como se fosse a minha própia dor. Alias, já falei que dor é um negócio danado?!
Dor de cabeça então, nem se fala! As minhas dores de cabeça são avassaladoras, e têm o poder de fuder com o meu dia! O pior de tudo é que eu fico lembrando de quando eu tava me sentindo bem, daí fico pensando "que droga, tava me sentindo tão bem, e agora to na merda". Um saco mesmo.
E aquela dor quando você acerta em cheio a quina de algum móvel com o seu dedinho mindinho do pé?! Nossa, essa sim, BENDITA! Essa dor é aquela que faz até a mais educada das pessoas falar "FILHADAPUTA!!!". Dor física é uma merda, não é?! E a dor "psicológica"?! Nossa, essa não é bendita, mas sim bem dita. Essa causa o vazio, causa o desespero, causa a loucura. Essa é a mais perigosa.
Eu tenho uma mania de me fazer de forte com ambas as dores(física e psicológica), sempre achei que se eu negasse bastante a dor, até eu acreditaria que ela não existe.
Que atire a primeira pedra quem nunca teve vontade de não sentir dor! Eu desejo isso quase todos os dias. Mas nós somos humanos, estamos nesse mundo pra "sangrar". E quem não sente dor não prova dessa humanidade. E esse é o ponto crucial, e o humano que não quer ter humanidade?

"Agora sabia mesmo o que era dor. Dor não era apanhar de desmaiar. Não era cortar o pé com cacos de vidro e levar pontos na farmácia. Dor era aquilo, que doía o coração todinho, que a gente tinha que morrer com ela(...)"
Meu pé de laranja lima, José Mauro de Vasconselos.