Intensidade é uma coisa do capeta, né? Eu andei pensando e decidi que as vezes sou muito intensa para as pessoas que não precisam de tudo isso. Eu não me contento com tão pouco. Não me contento em saber pouco, em ler pouco, em ver pouco, em ouvir pouco, em falar pouco, em conhecer pouco... Parece que eu tenho essa sede que me consome, essa voz falando pra sempre me doar mais, para qualquer coisa. As vezes isso pode ser um saco, sabe? Uma verdade é que a maioria das pessoas que dizem conhecer a gente, na verdade não conhecem. Conhecer pra mim é bem mais do que falar todos os dias, conhecer é saber a comida favorita, a cor, o jeito de dormir, as expressões, os olhares, as manias, os trejeitos... Posso dizer que três pessoas me conhecem, tirando minha família, é lógico.
Vocês não tem vontade de saber sobre uma pessoa assim, de quase poder ler os pensamentos dela?! Ai, eu tenho. E simplesmente não aguento quando vejo esse descaso pairando sobre a minha vida. Conversar todos os dias não faz de você especial, conversar todos os dias é rotina! E rotina, eu não quero pra mim.
Eu quero mais. E começo a achar que eu sempre vou querer mais. Quero mais verdade, quero mais amor, mais saúde, mais lealdade. E não, nunca vou querer menos. Não me coloco num pedestal, não sou melhor que ninguém. Mas eu sei o que eu não quero pra mim. Não quero acomodação, e não preciso de grosserias. Descobri, quero ser ilimitada.